COLABORADORES:


Dudu Oliva - Formado em Ciências Sociais e tenta estar aspirante a escritor. Participa todas as sextas-feiras


Rachel Souza - Participa quinzenalmente às quartas-feiras.


Miguel Angel- Diretor de arte e de teatro, dramaturgo, editor de conteúdo, roteirista, artista plástico. Colaborador na editoria de arte da revista ÉPOCA, Editora Globo. 1998/2000. Autor do romance “A Cena Muda” (Lançamento da Ateliê Editorial) 2000. Argumentista do Especial da Rede Globo de Televisão. Tem o blog Assina em baixo... . Participa todas as terças-feiras.




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08/04/2008 13:19
AGORA SÓ NO BLOGSPOT

É com muita pena que eu anuncio que o Tudo Cultural muda-se definitivamente para o www.tudocultural.blogspot.com .

O desejo era ficar aqui no Blog-se para sempre, mas os limites de configuração do template do blog me fizeram pensar em uma mudança.

A configuração do template do Blog-se é mais difícil. Exige muita paciência para mudar os códigos HTML e, por isso, qualquer mudança errada, o blog fica com defeitos, como aconteceu muitas vezes. Aprendi a copiar sempre o código completo antes de mudar, mas na primeira vez tive que pedir um novo template e adaptá-lo ao meu gosto tudo de novo.

Eu pretendia incluir o código-fonte do Google AdSense, mas o limite do Blog-se atrapalhou tudo. Não pude colocar o link para os sites de alguns amigos e tive que selecionar alguns. Tive que resumir bastante o perfil dos meus colaboradores para caber no código. Os dois espaços para publicidade que eu abri podem ter sido os únicos, pois não conseguiria colocar mais um botão. A penúltima do blog-se foi cortar o código das páginas seguntes. Assim, muitos leitores só puderam ver a primeira página de cada mês.

A última aconteceu ontem: ao postar um flyer do curso de extensão de Criação Literária do Alex Giostri, descobri que, além do limite de caracteres do código HTML, há também limite de espaço para as fotos. Desisti.

Como já tenho dito desde ontem, todas as postagens passam a ser feitas no Blogspot, que tem configuração bem mais simples, tanto do template, quanto da postagem (o Blog-se, por exemplo, para colocar uma palavra em negrito e um link, você tem que selecionar e depois ajustar o código-fonte). O Blogspot também tem os seus defeitos. Ainda não consegui criar um banner maior para publicidade e os textos que você cola no postador aparecem embolados e há algumas desconfigurações.

Aos poucos republicarei lá alguns textos daqui. Mas, se o Blog-se aumentar os seus limites, quem sabe eu volte para cá?

Quero agradecer ao Blog-se pelo espaço, apesar das críticas, e aos mais de 45.000 amigos que visitaram o Tudo Cultural Blog-se nesses dois anos e meio de atividade. Agradeço também aos atuais colaboradores Dudu Oliva, Rachel Souza e Miguel Angel, com os quais espero continuar trabalhando no Blogspot. Às antigas colaboradoras Lunna Guedes e Érika dos Anjos, que torço para que voltem com mais dedicação no novo espaço e aos colegas inspiradores deste espaço, além do próprio Dudu, os também Eduardos Sander (o Patolino) e César, do Papo de Bola.

Por enquanto, encerro esta mensagem com um Tchau! Mas que pode se tornar um Até Breve!

Gustavo do Carmo




Gustavo do Carmo | Comente (1)



08/04/2008 12:48
MIGUEL ANGEL - NUM DIA

O conto Num Dia, de Miguel Angel, e todos os textos, a partir de hoje, estão no Tudo Cultural Blogspot:

www.tudocultural.blogspot.com


Gustavo do Carmo | Comente (0)



07/04/2008 18:01
DICA DA SEGUNDA II - CURSO DE CRIAÇÃO LITERÁRIA

UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA (UVA-BARRA) APRESENTA:

CRIAÇÃO LITERÁRIA (curso de extensão)

Início:
Turma 1: 24/04/2008 das 14h às 18h (duração 2 meses - 8 encontros)
Turma 2: 08/05/2008 das 18h às 22h (duração 2 meses - 8 encontros)

Coordenação: Alex Giostri (escritor, dramaturgo e roteirista) - www.alexgiostri.com.br

Informações:
(21) 3325-2333
extensaobarra@uva.br

Mais detalhes no www.tudocultural.blogspot.com

A partir de agora, o Tudo Cultural será atualizado apenas no Blogspot, mudando-se definitivamente para lá. O Tudo Cultural Blog-se continua no ar para a leitura dos textos mais antigos.


Gustavo do Carmo | Comente (0)



07/04/2008 00:10
DICA DA SEGUNDA (PARA CURTIR NO FIM DE SEMANA) - MORRO DA CONCEIÇÃO

Nos dias 12 e 13 de abril, sábado e domingo, vai acontecer a mais ambiciosa ação urbana de caráter artístico a ser realizada no Rio de Janeiro, há uma década ou mais. Uma seleção de dezoito artistas, representativa de diversas tendências da cena contemporânea carioca, irá ocupar um dos pontos de maior importância histórica da cidade – o Morro da Conceição, entre o Centro ea Zona Portuária – com instalações, intervenções e performances, além de oficinas de criação e outras atividades paralelas promovidas pela comunidade eas instituições presentes no local. O evento constituirá um legítimo happening cultural, inspirado no exemplo de Hélio Oiticica, propiciando a convivência entre artistas, comunidade e público visitante, num dos pontos mais privilegiados do patrimônio histórico da cidade.

SOBRE O EVENTO:

Horários: 12 e 13 de abril, sábado e domingo, manhã, tarde e noite em tempo contínuo.
Recepção: Casa da Cultura do Morro da Conceição, Adro de São Francisco (subir escadaria à altura da RuaSacadura Cabral, 73, Praça Mauá).


Gustavo do Carmo | Comente (0)



05/04/2008 00:32
A SINCERIDADE
Por Gustavo do Carmo

Ser sincero é correr o risco de ser condenado ao fracasso.
Ser sincero virou motivo de piada. Tema de programa humorístico.
É preciso pedir aos outros para falar com sinceridade. Mas quando você pede, não é atendido.
Tem aqueles que falam com sinceridade sem você pedir. Sem sequer ter pedido uma opinião. Mas, na verdade, estão é te julgando.
Seja franco. Confesse todos os erros que você cometeu. Vai perder a confiança de quem ouviu a sua confissão.
Se sinceridade fosse uma qualidade, os pais nos ensinariam desde cedo.
Eles ensinam a não mentir. Não a ser sincero.
Por isso reprovam quando você é sincero com uma tia gorda ou com um primo feio.
Ser sincero para a sociedade é ser infantil. Por isso que as crianças são as pessoas mais sinceras que existem.
Não exija sinceridade de um amigo. Muito menos uma satisfação dele. Vai achar que você está cobrando. E ninguém gosta de ser cobrado.
Advogado não pode ser sincero. Vendedor não pode ser sincero. Postulante de emprego, muito menos.
Por isso, a sinceridade não vende. Não vende porque não presta?
Deve ser porque não serve.
Sinceridade não vale a pena.
Por isso, temos que ser falsos. Falsos como a sociedade.
A gente finge que é sincero.
Para ser sincero é preciso ser corajoso.
Não ter medo de perder
amigos, amores, empregos, oportunidades, negócios,
confiança, dignidade.
Pois você se arrisca a tudo isso.
Ser sincero é correr o risco de ser condenado ao fracasso.

Sinceramente...
Este texto está uma merda.
Não sei onde eu estava com a cabeça para escrever esta reflexão da sinceridade.
E ainda republicar.


Gustavo do Carmo | Comente (1)



04/04/2008 00:44
AMIZADE
por DUDU OLIVA O LINDO E CRISTALINO DE LA VEGA

http://tudocultural.blogspot.com/


Dudu Oliva | Comente (0)



01/04/2008 12:52
MIGUEL ANGEL - SEM BARULHO


Nú - Óleo sobre tela - 30cmX40cm - Miguelaf


Quando Elvira lhe mostrou os sapatos novos, Osvaldo Gonçalves percebeu que deviam ser caros, mas não fez nenhum comentário.

Semana seguinte, estreou uma fina blusa que parecia de seda, mas ela disse que não era. Que ele não entendia dessas coisas e se já tinha encontrado algum serviço para ele.

Três dias depois, sentiu um perfume diferente quando ela o beijou ao sair para o serviço. Perfume novo. O outro tinha acabado. Ainda bem, perfume de pobre é horrível e ela estava farta dele.

À noite, quando ela chegou um pouco mais tarde que de costume, com o cabelo ainda úmido, não comentou nada. Serviu a janta por ele mesmo esquentada, mas ela se recusou a comer. Disse que já tinha comido qualquer coisa por aí e lhe perguntou se já tinha encontrado serviço.

Numa noite, enquanto assistiam à TV, ela comentou que a tela era pequena demais.

No dia seguinte, Osvaldo acordou bem cedo, como vinha fazendo durante os três meses na condição de desempregado. Preparou o café da manhã, cuidando não fazer muito barulho, para não acordar Elvira.

Desde uma semana atrás, os horários dela tinham mudados; agora não mais precisava trabalhar de manhã. Dormia até o meio-dia. Ao levantar, vestia-se rapidamente, comia alguma fruta e saia. Depois do início desse novo horário, passara a perceber, misturado com o cheiro do chiclete, bafo de bebida quando ao chegar o beijava de leve. Morta. A patroa exigindo demais dela. Mas pelo menos aumentara seu salário. Daria até para comprar um televisor maior. Que achava? Ele respondeu com um “tem coisa queimando na cozinha”.

Quando, dias depois, chegou a entrega do televisor enorme, deduziu que devia ter custado bastante, até demais, mesmo com salário aumentado por causa do novo horário. Ao chegar às duas da manhã e ver o aparelho na sala, Elvira deu um gritinho e sentou-se na sua frente, trocando de canais e divertindo-se como uma criança. Até dormir na poltrona, meia hora depois. Morta. E nada perguntara a respeito dele ter achado algum serviço. Fazia já algum tempo parecia ter esquecido disso.

Naquele domingo, ele acordou bem mais cedo que de costume, para vê-la chegando, cambaleante, e pé ante pé, fazer “psiú!” para o chaveiro do carro que agora a patroa lhe emprestava, e escorregara ruidosamente de sua mão. Depois, quando Osvaldo foi até o quarto, a viu jogada sobre a cama, nua, dormindo profundamente. Morta.

Jogadas sobre a cadeira, viu as roupas íntimas que acabara de usar e notou mais uma vez, que, além de parecerem sempre novas, eram elegantes e deviam ter custado muito caro. Como as tantas que agora tinha guardadas no guarda-roupa.

Ao vê-la assim, toda escancarada e nua, entregue no seu dormir, teve uma súbita excitação, imediatamente e sem tirar a roupa deitou sobre ela e a penetrou.

Gozou com um prazer revigorado e inédito.

Murmurando uma alegre canção de ninar, foi à cozinha preparar o café da manhã, sem barulho, para não acordá-la.

Miguel Angel

Gustavo do Carmo | Comente (1)



31/03/2008 18:32
DICA DA SEGUNDA (PARA APROVEITAR NA QUINTA) - OS PRODUTORES



Texto: Gustavo do Carmo e Divulgação

Depois de ser assistido por 75 mil espectadores em São Paulo, finalmente chega ao Rio (onde foram até espalhados cartazes divulgando a temporada paulista no Tom Brasil) o espetáculo musical Os Produtores.

Escrito originalmente por Mel Brooks, Os Produtores estreou primeiro no cinema (com o nome de Primavera para Hitler), com direção e atuação do próprio autor em 1968. A história só chegou a Broadway, capital dos grandes musicais, em 2002. O sucesso foi tão grande que ganhou uma nova adaptação cinematográfica, três anos depois, estrelada por Nathan Lane, Matthew Brodderick e Uma Thuman.

A dupla então se dedica a encontrar a pior obra jamais escrita, conseguir o mais desastroso diretor de teatro e produzir o maior fracasso da história. A eles junta-se Ulla (Juliana Paes), uma dançarina sueca que conquista seu espaço com algum talento e belas pernas. No entanto, nem tudo sai como planejado: a obra resulta num estrondoso sucesso, o golpe é descoberto e ambos são presos. Mas o que parece o fim acaba virando um novo começo. Após saírem da prisão, Max e Leo voltam à Broadway com o musical “Prisioneiros do Amor”. Desta vez, porém, a idéia é fazer sucesso e a peça é um recomeço para os dois.

Os Produtores estréia nesta quinta-feira (dia 03/04) no Vivo Rio, a casa de espetáculos localizada no anexo do Museu de Arte Moderna (MAM) no Aterro do Flamengo. A temporada carioca vai até o dia 01 de junho.

SOBRE O ESPETÁCULO:

Título original: The Producers
Autores do original: Mel Brooks e Thomas Meehan
Autor e diretor da versão brasileira: Miguel Falabella
Produtor nacional: Sandro Chaim
Realização: Chaim Produções
Gênero: Musical
Duração: 150 minutos (com intervalo)
Censura: 12 anos


Horários, preços e mais informações no site do Vivo Rio


Gustavo do Carmo | Comente (0)



28/03/2008 23:46
ENTREVISTA - CELAMAR MAIONE (1a PARTE)
Por Gustavo do Carmo



O Tudo Cultural tem o prazer de inaugurar o seu tão desejado espaço para entrevistas. Por enquanto elas serão esporádicas. O projeto é torná-las mensais, publicadas no último domingo de cada mês.

A nossa primeira entrevistada é a radialista e jornalista (registrada nos dois sindicatos) Celamar Maione, cujos contos (há quem os considere como crônicas) são publicados todas as segundas-feiras no espaço Literário do site Comunique-se (infelizmente, só para cadastrados). Seu estilo lembra tanto um famoso dramaturgo que ela já foi chamada de "Nelson Rodrigues de saias". Eu gostaria de chamá-la de também de escritora, mas Celamar ainda não se considera uma, o que, para ela, só acontecerá quando publicar seu livro.

Fale da Celamar radialista e da Celamar escritora.
Fiz Comunicação Social na FACHA e Letras na Estácio. Letras não terminei. Comecei estagiando na Rádio Tupi e fui contratada como produtora executiva. Em seguida, fui para a Rádio Globo e fiquei um ano, também como produtora. Logo depois trabalhei na Rádio Tropical como repórter, cobrindo escolas de samba. Retornei para a Tupi onde fiquei seis anos. Voltei para a Tropical. Trabalhei também na FM O DIA como Produtora e Redatora. Novamente Tupi. Saí. Dei aula de Telemarketing. Voltei para a Tupi. E depois Nova Brasil Fm, onde fiquei pouco tempo. Fiz reportagens de carnaval na Tropical e na Tupi. Meu último carnaval foi em 2006. (...) Escritora, eu ? É uma honra ser chamada de escritora. Só me considerarei escritora quando tiver um livro. Sou uma jornalista que ama literatura.

O que te motivou a escrever as suas crônicas e poesias?
Poesia eu escrevo desde adolescente. Sou péssima poeta (nem me fale), escrevo para me distrair. Já as crônicas, durante seis anos escrevi para a Rádio Tupi AM histórias policiais , reescrevia cartas dos ouvintes desabafando, além de cartas de amor e até histórias de terror. Sempre tive boa imaginação. Crio histórias, primeiro, na minha cabeça. Até de madrugada, durante minhas insônias. Quando sento na frente de um computador, já sei o que escrever . Não saberia ficar olhando para uma tela vazia, imaginando como começar. Escrevi crônicas porque era meu trabalho na rádio. Se não fosse por isso, talvez não escrevesse. Eu tenho que ter um motivo para escrever. Caso contrário, escrever pra quê?

A vontade de ser escritora começou em que fase da sua vida?
Não pensei em me tornar escritora um dia. Penso agora. É difícil ser escritor no Brasil. Aliás, é difícil ser qualquer coisa ligada a cultura. Uma pesquisa encomendada pelo Sistema Fecomércio - RJ mostrou que 55 por cento dos brasileiros não foram ao cinema, ao teatro, a exposições ou leram livros no ano passado. (Revista O GLOBO DE DOMINGO - dia 23) É desanimador, não acha? No Rio de Janeiro até o mosquito da dengue ganha mais notoriedade do que escritor. É a grande estrela do momento. Até a bunda, preferência nacional, perde pro aedes.

Por que você resolveu escrever. O que te move? (Pergunta da colaboradora Rachel Souza)
Tenho imaginação fértil. Escrever é dom. Preferia ter facilidade para a matemática. A matemática é pragmática. O mundo é dos racionais. O ideal é mesclar imaginação, criatividade e razão. Até para amar temos que ser racionais. Confesso, porém, que ás vezes, dou uma de Cazuza, sou meio exagerada.

Como o jornalismo influenciou no seu modo de escrever literatura? (Pergunta do colaborador Dudu Oliva)
Gosto de falar de crimes e obsessões. O lado negativo do ser humano é uma fonte rica para a literatura.

As suas crônicas de segunda-feira no Comunique-se lembram os contos do Nélson Rodrigues. Perguntar se ele te inspirou é redundância. Mas você já se inspirou em outro escritor?
A minha maior inspiração é o ser humano, suas paixões, mazelas, taras e obsessões. Temas preferidos também pelo Nelson Rodrigues. Gosto dele desde os onze anos de idade. Aprendi a gostar de ler com ele. Impossível não sofrer influência. A dor o tornou um grande escritor.

Além de Nelson Rodriges, qual o autor que você gosta de ler? (Pergunta do Dudu)
Machado de Assis. Li todos os livros dele. Ele escreve sobre loucura, ciúme e paixão de maneira primorosa. Três temas que me fascinam. Capitu não traiu Bentinho ( risos ).
Gosto muito do Rubem Fonseca também. Narrativa rápida. Irônico. Surpreendente. Quando estou triste Machado, Rubem e Nelson são melhores do que analista. Eça de Queiroz também é ótimo.
Leio outros escritores, também, claro. Ler enriquece.


Como você prepara os seus textos para o Comunique-se?
Toda semana mando um ou dois textos para o editor do Literário, Pedro Bondaczuk. Ele é o responsável pela escolha. O Pedro tem todos os meus textos. Ele conhece meus pontos fortes e fracos. Ele foi o meu maior incentivador , quando me convidou para ser colunista fixa no Literário. Se não fosse pelo Pedro, talvez não estivesse escrevendo. Escreveria pra quê? Pra deixar na gaveta? Escrevo porque tenho um incentivo para escrever. Se eu deixar de escrever, vou sentir falta, mas não morro. Escrevo para ser lida. Elogiada. Para levar porrada. É o que me motiva.


Gustavo do Carmo | Comente (2)



28/03/2008 23:42
ENTREVISTA - CELAMAR MAIONE (2a PARTE)

Como você concilia o seu tempo de radialista, escritora e mulher?
Sempre separei meu lado profissional do lado pessoal.

Você ainda trabalha na Nova Brasil FM? Como os seus colegas e o patrão avaliam o seu talento de escritora? E as rádios onde você trabalhou?
Não estou mais na Nova Brasil. Na Tupi, quando eu escrevia as crônicas policiais, me chamavam de Nelson Rodrigues de saia, eu achava engraçado. Dia 27 de março (quinta-feira), o Pedro Bondaczuk escreveu uma crônica sobre os dois anos do canal literário no Portal Comunique-se, e falando sobre as caraterísticas de cada colunista fixo, disse que eu era o "Nelson Rodrigues de saia". Porém, ele mesmo fez questão de frisar, que tenho estilo próprio. É uma honra ser comparada ao Nelson, mas não gostaria que achassem que o imito.

Uma vez você me disse que o seu sonho era escrever para algum jornal. Algum já fez o convite?
Rádio é microfone. Sou repórter. Gosto de falar. E como falo ! Sou extrovertida. Diferente dos escritores, né? Geralmente escritor é fechado e calado, não sou nada disso. É incrível, gosto mais de escrever do que de falar. E por quê? Simples. Escrever é um ato solitário. Tranquilo. Egoísta. Você se expõe menos. Se conhece mais. A frase não é nova, mas cabe aqui : Escrever é um grande exercício de humildade. De mergulho no desconhecido. De crescimento. Nunca recebi convite de jornal.

Quando teremos a antologia de contos Celamar Maione? (risos)
Quando alguma editora se interessar pelo que eu escrevo. Já conquistei alguns leitores no Literário. É plantar e esperar. A vida é um grande exercício de paciência.

Você também me disse que não era muito fã dos blogs. Mas agora tem três. O que te convenceu a entrar no mercado dos blogueiros? E como eles vão de acesso?
Mudo de idéia sem problema. Sou geminiana (risos). Ainda bem que mudo de idéia. Imagina pensar a vida toda a mesma coisa ? Que tédio ! Blog é uma praga, né ? Mas não divulgo meus contos nos blogs. O que aconteceu é que eu tinha um site MULHERES DESESPERADAS. A proposta era escrever sobre o desencontro amoroso de maneira bem humorada. Eu escrevia e uma amiga de São Paulo era encarregada de mexer no site. Ela desistiu. O site ficou parado. Resolvi pegar os textos e aproveitar nos blogs. Daí saiu www.desabafodoscuecas.blogspot.com , www.desabafodascalcinhas.blogspot.com , www.figurasdocotidiano.blogspot.com . É só distração. Sabia que o site ia bem? Foi citado na Revista Época e no Jornal HOJE EM DIA, de Minas Gerais. Não são três, são quatro blogs. Tem também o www.celamarmaione.blogspot.com , onde coloquei as poesias. Já que elas existem, resolvi deixar lá. Arquivar. Poesia é hobby. O acesso é ruim. Acho que só eu acesso . Não faço propaganda. Não atualizo sempre. É um brinquedo. Só faço propaganda dele no orkut. Quem sabe agora , se alguém aguentar ler a entrevista , se interessa em ir até os blogs ? (risos)

Como você vê o mercado para os novos escritores?
Apesar dos vários lançamentos, a resposta ainda é ruim. Deveríamos ter propagandas incentivando a leitura. A propaganda ainda é a alma do negócio. Ler torna o homem mais questionador. Menos bruto. O problema é que o Brasil não investe nem em educação e saúde, vai investir em livro ? Em cultura ? Diante do quadro de descaso com a arte e a cultura, temos que aplaudir o Comunique-se, um Portal dirigido as pessoas ligadas a área da Comunicação, que abriu espaço para a Literatura, através do Canal Literário.

Você já teve vontade de surtar? De largar tudo e tentar outras possibilidades? (Pergunta da Rachel)
Se você chama de surtar, largar tudo e tentar outras possibilidades, já surtei várias vezes. Larguei muita coisa que um dia considerei importante e que deixou de ser importante. Viver é mudar. A vida é transitória. Agora estou em surto. Tento nova possibilidade.


Gustavo do Carmo | Comente (0)



28/03/2008 00:35
– OI, GATA. SEU NOME?
por DUDU OLIVA O LINDO E CRISTALINO DE LA VEGA

http://tudocultural.blogspot.com



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26/03/2008 02:17
RESENHA DA QUINZENA - BRAHMEIROS




Quase no caminho certo
Por Gustavo do Carmo

Depois das duas últimas bobagens nas campanhas Zeca-Feira e Zeca-Hora, que exploravam com humor(?) a imagem do sambista Zeca Pagodinho, a Brahma voltou a falar sério com o novo mote Brahmeiros.

Criada pela Africa, o filme original tem duração de 60 segundos e foi dirigido por Andrucha Waddington. É o maior investimento da marca nos últimos 14 meses.

As piadas sem sentido (ou com sentido apenas para quem tem costume de beber) deram lugar a um filme sério, com imagens de trabalhadores pegando no batente ao amanhecer (como engenheiros, padeiros e pescadores) e indo para o bar beber a sua Brahma depois do expediente. Tudo cantado pelo próprio Zeca, estrela dos outros comerciais, que não aparece no vídeo desta vez. O refrão "Eu sou Brahmeiro, amor / Eu sou Brahmeiro / Sou do batente, sou da luta, sou guerreiro, eu sou brasileiro" emociona e o conjunto da letra do jingle composto por Nizan Guanaes mostra que ele apostou no consumo moderado. Quase acertou o caminho de como uma propaganda de cerveja deve ser.

Quase. Porque nem todo brasileiro bebe cerveja todos os dias depois do trabalho. É o único defeito deste comercial muito bem produzido. Contudo, representa um grande avanço na divulgação de um segmento (como também tem feito a concorrente Nova Schin, que um dia fez Zeca trair a sua marca favorita) que costuma apelar para a sensualidade.


FICHA TÉCNICA:

Titulo: Brahmeiro
Duração: 60'' (com versão de 30'')
Anunciante: Brahma
Agência: Africa
Criação: Nizan Guanaes / Sérgio Gordilho / Carlos Alexandre Fonseca / Eduardo Martins
Diretor de Criação: Nizan Guanaes / Sérgio Gordilho / Carlos Alexandre Fonseca / Eduardo Martins
Produção/agência: Daniela Andrade / Chico Oliveira / Cacilda Oliveira
Atendimento: Marcio Santoro / Eduardo Simon
Produtora/filme: Conspiração Filmes
Direção/filme: Andrucha Waddington
Direção/fotografia: Ricardo Della Rosa
Produção/filme: Tim Maia
Atendimento: Luciana Mattar
Montagem / Edição: Paulo de Barros
Finalização/ Pós Produção: Melissa Flores
Produtora/som: Friends Áudio
Cantor: Zeca Pagodinho
Aprovação/cliente: Bruno Cosentino e Fabiana Anauate




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26/03/2008 02:05
DIRETO DO ARQUIVO - PASSARINHOS MODELOS
Por Gustavo do Carmo



Texto publicado em 5 de dezembro de 2005

Achei lindo o novo comercial de TV da Gol Linhas Aéreas. No filme, um passarinho mandarim viaja como um passageiro comum em um ônibus rodoviário ao som de A Dois Passos Do Paraíso, de Evandro Mesquita e Ricardo Barreto. A propaganda foi muito inteligente com detalhe no passarinho pulando as escadas do ônibus e no seu close vendo a paisagem exatamente no momento em que a música fala "milhas e milhas distante/do meu amor/será que ela está me esperando". Ao final do filme, o pássaro cambaleia como se estivesse cansado da viagem. Entretanto, esta cena foi cortada na versão curta já em exibição, privando o telespectador de entender melhor a proposta do filme. É então que o locutor pergunta Para que viajar de outro jeito se você pode voar?, anunciando uma concorrência direta com as empresas de ônibus interestaduais. O anúncio é da AlmapBBDO e os responsáveis foram Dulcídio Caldeira e César Finamori na criação, com Marcello Serpa, Cássio Zanatta e Giba Lages na direção de criação. A produção foi da Repúblika Filmes com direção de Carlos Manga Junior.

O filme lembra um outro comercial de sucesso do final dos anos 80: o da linha de som da Philco-Hitachi em que um homem ouve uma música, mas ao ter a sua diversão interrompida pelo toque do telefone, ele dá um pause e deixa o controle remoto sobre a mesa. É então que eu canário amarelinho aparece voando da janela, pousa sobre o controle e aperta o play com o bico. O filme criado pela Young & Rubicam e produzido pela 5.6. Produções ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais. E o da Gol é forte candidato a repetir o feito.


Nota atualizada: O comentário do comercial foi feito quase um ano antes do trágico acidente ocorrido no Pantanal em setembro de 2006 e que foi o estopim da crise aérea brasileira. Hoje é mais recomendado viajar de ônibus. Inclusive para o passarinho, pois com o congestionamento aéreo há perigo do bichinho ser atropelado por um avião, como aconteceu com o jato da Gol.

Gustavo do Carmo | Comente (0)



25/03/2008 12:18
BEM-VINDO, MIGUEL ANGEL

O Tudo Cultural tem o prazer de anunciar um novo colaborador. É o escritor, artista plástico, diretor de arte e teatro, dramaturgo e roteirista Miguel Angel.

Entre seus principais trabalhos estão a autoria do romance A Cena Muda, uma colaboração de arte na Revista Época entre 1998 e 2000, o argumento de um especial da Rede Globo de Televisão e a criação do seu blog Assinando embaixo e escrevendo.

O Miguel vai postar aqui no Tudo Cultural Blogspot todas as terças-feiras. Logo depois, sua participação será reproduzida no Tudo Cultural do Blog-se. Seja bem-vindo, Miguel.

Gustavo do Carmo | Comente (1)



25/03/2008 12:09
MIGUEL ANGEL - DA CIZÂNIA

"Quem julga pelo que ouve e não pelo que entende, é orelha, e não juiz"
(Quevedo)


Da Cizânia.( Do gr. zizánion, 'joio', pelo lat. tard. zizania)
Vírus antigo e imortal ataca novamente; responde também pelo nome do Lat. ‘Calumnia’.
Para neutralizar a reação de suas vítimas, a ‘Calumnia’ é urdida com a meticulosidade de um bote de serpente notívaga; com o veneno da infâmia forja a imagem dos que não são do cizanheiro associado ou questionem o seu padrão comportamental; arraigado de anos no âmago das pessoas, alimenta o preconceito, justificando a violência do boicote e outras perseguições que o vírus, irmão do autoritarismo, permite.

(...)

Da vacina.
Dica: Para ter sua virulência mitigada, e com fim preventivo, curativo ou paliativo, a vacina requer alto grau de abstinência de conformismo, alto teor de paciência e três vezes ao dia, Justeza (na forma cristalina) - recomenda-se a utilização de uma balança analítica que permaneça equilibrada quando dois pesos são colocados em seus pratos. E, desde que não existem garantias, recomenda-se tomar Lucubração a cada duas noites, para evitar recaídas.(...)
Perfil fotografado em laboratório: nota-se a semelhança com os insetos isópteros. Ela é socializável, vive em comunidades populosas, formadas por indivíduos ásperos e egoísticos; constroem cizanheiros nas casas, escritórios ou bares. Vegetariana ou não, algumas atacam as raízes de crianças em idade escolar ou desavisados adultos sindicatados; mas podem alimentar-se também de intelectuais, artistas ingênuos, jornalistas oportunistas etc, causando sérios prejuízos.




Algumas espécies são antropocóricas, possuindo protozoários intestinais que danam a inteligência e o espírito de amigos, colegas, familiares e até populações inteiras, sem serem notados. O efeito pode ser devastador, provocando epidemia de suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, partidos, países e todo e qualquer "...ismo", que não o prescrito pelo DNA de seus cupinchas da societas sceleris.



Pacientes terminais


Gustavo do Carmo | Comente (1)

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